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No DSM -V pedofilia continua sendo parafilia.

Houve certa confusão nos últimos dias quanto uma suposta reclassificação da pedofilia no DSM-V em transtorno de identidade de gênero, divulgada pelo portal charismanews.com, que depois retratou-se. Este informe esclarece que a "desordem pedofílica" continua sendo classificada como uma parafilia. Vale lembrar que nas parafilias há (de forma resumida):
  • angústia pessoal no desejo sexual, não simplesmente ligada à desaprovação na sociedade OU
  • ter desejo sexual que envolve o sofrimento, injúria ou morte de outrem.
O que deve ficar claro no diagnóstico parafilia pedofílica, é que o sujeito só é considerado criminoso se pratica sexo com menores de acordo com a lei local(direito positivo). Não estou menosprezando a lei natural, que tem seu mérito, repugnando, com o devido direito, tal desejo. Porém formalmente temos de ser legalistas.
Portadores da desordem pedofílica podem permanecer não criminosos de acordo com a capacidade de auto controle, estando aqui a importância da sociedade debater o assunto, desinibindo  os portadores desta parafilia a buscarem ajuda psicológica. Apesar de não ter tratamento, estratégias comportamentais e um bom vínculo paciente-terapeuta, podem minimizar chance de cometer o crime de pedofilia.
Mesmo sendo considerada como entidade psiquiátrica classificável, as parafilias puras, sem comorbidades (doenças associadas) não reduzem a culpabilidade pelo ato.
Sem a pretensão de esgotar o assunto, apontei apenas concepções, que creio, fugirem do senso comum.

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